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Casa 2 – Habitação Unifamiliar

A moradia “Casa 2” situa-se numa AUGI reconvertida localizada nas Arroteias – Moita e pretendeu responder ao programa de ocupação estabelecido pelo dono-de-obra.

Este projeto insere-se num lote interessante, com características pouco usuais, uma vez que, a solução a apresentar deveria contemplar 3 frentes de rua. Neste contexto, foi solicitada a criação de uma moradia térrea com linhas contemporâneas, integrada numa área de 620.00m2.

A inserção urbana desta solução foi um elemento sensível ao desenvolvimento da proposta, sendo determinante a necessidade de tornar clara a sua relação altimétrica com a construção existente a nascente, reforçando a relação com a envolvente.

A proposta implanta-se homogeneamente no interior do lote e revela uma cércea menor junto à zona do acesso ao lote, assumindo a presença de um piso para a via pública. A sua volumetria estabelece uma relação intimista com o próprio lote, exacerbando a identidade volumétrica irregular.

De tipologia V4 desenvolve-se em piso térreo com 229.05m2 de implantação, tendo a sua planta uma relação privilegiada com o exterior, resultado da premissa de ser térrea, da função programática, das condicionantes de dimensão e polígono de implantação do lote.

Os 2 pátios ajardinados, permitem a comunicação perfeita e fluída entre o edifício e a sua necessidade de iluminação natural, onde a busca da união entre a função e a forma são uma constante, com o objetivo de conciliar a “beleza” às necessidades funcionais. Organizada interiormente de forma simples, com espaços amplos cheios de luz, prima pela forma como se relaciona com o exterior e com o verde dos seus jardins interiores, que são uma condicionante de tranquilidade e de envolvência, por parte de quem habita.

Sensível ao conceito lançado pelo cliente, passando pela natureza e forma do lote, orientação solar e a importância de desfrutar de uma área de lazer exterior, o projeto estabeleceu uma relação funcional entre os espaços, proporcionando uma ligação franca do interior com o espaço exterior, onde podemos encontrar a piscina e o jardim.

A composição das fachadas obedeceu a uma linguagem arquitetónica que se pretendia contemporânea, definida por um traçado linear e puro, desprovido de ornamentação, onde cor e textura dos materiais ajudam na definição dos diferentes planos volumétricos.

Os processos construtivos são os tradicionais, racionalizados e tecnicamente melhorados com a introdução de novos materiais em termos de isolamento térmico, acústico e de conservação energética.

Pela configuração da proposta, existiu especial atenção no controlo da radiação solar excessiva através do sombreamento passivo dos vãos pelo exterior.

Os envidraçados de maior dimensão estão protegidos com sistemas de sombreamento exterior passivo de forma a ser conseguido um eficiente rendimento energético do edifício e do controlo do nível de luminosidade durante a maior parte do dia solar.

A estanquidade da envolvente exterior será assegurada pelo processo construtivo em sistema ETICS.

A seleção dos diferentes materiais de revestimento interior e exterior teve com principais critérios o baixo impacto ambiental, quer de fabrico, quer da utilização dos mesmos e a concretização de uma maior uniformização entre as partes e sistematização do processo construtivo.

Casa 2: Citação

969590757

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